quarta-feira, março 07, 2007

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO!

Atenção leitores,
Por razões de ordem técnica este blog mudou para o endereço:
http://eulaliotulalias.blogspot.com

(Eu finalmente consegui logar novamente aqui!!!!!!!!! Mas estou escrevendo por lá agora.)

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sexta-feira, outubro 13, 2006

Náufrago



Feliz do náufrago em uma ilha deserta pois ele não tem referencial. A pior solidão é aquela em que somos uma ilha no meio de um oceano de pessoas alheias à (nossa) realidade. E o que é uma ilha senão um pedaço exposto de um todo submerso? E o que é um oceano senão uma massa de algo que ora se evapora ora se precipita, e que ainda pode correr pelos subterrâneos? Acho que os meus lençóis freáticos estão secando...

"...Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
o vento vai levando tudo embora"
(Legião)

quarta-feira, outubro 11, 2006

Como fazer uma mulher feliz

(ou como pelo menos fazê-la saltitar de alegria)

Esta semana descobri um "supermercadinho" numa cidadezinha próxima da minha (ainda devo a vocês um post sobre minha vida nova num sítio a 25km da capital) e depois do trabalho resolvi fazer umas compras básicas, até para sondar os preços por lá.

Assim sendo tratei de pegar ítens variados, do arroz ao prestobarba, de forma a ter uma noção mais geral, sem cair no erro de generalizar uma promoção ou ítem alternativo. Tive ainda o cuidado de checar se lá dispunha de ítens menos comuns (para um mercadinho interiorano, é claro) como aveia, arroz integral, shampoos específicos, condimentos menos básicos, frutas, etc. É claro que não achei tomate seco, queijo gorgonzola e pão italiano, mas o saldo foi positivo. Superou em muito minhas espectativas. No final das contas o preço dos produtos de mercadinhos como estes são de fato quase a metade dos que encontramos nos Pães-de-Açúcar ou Extras da vida, o que só reforça a minha teoria de que a vida em metrópoles é realmente para loucos convictos.

Mas vocês devem estar pensando: "Ok, e porque o título do post, meu caro?". Nada demais, assim eu pensava, mas entre os ítens "específicos" que peguei foi um pacote de absorventes. Mas não era qualquer um, era o Sempre-Livre-Adapt-Com-Abas e quando cheguei em casa com as compras a Carlinha ficou morta de feliz por eu saber o absorvente que ela usa...! E não é que ganhei uns pontos...?! ;-)

Fica aqui a dica para o macharal: descubra a marca de absorvente de suas mulheres e inclua na sua lista de compras, tomando o cuidado para não esquecer de entregá-lo imediatamente, senão o efeito pode ser inverso e ela (ou o seu vizinho) poderá pensar que você esteja passando por alguma crise de identidade.


terça-feira, outubro 10, 2006

Sobre os sonhos (à la Apoena)

(Em homenagem a minha poetisa metafórica predileta)

Quando os sonhos são confinados e esquecidos por muito tempo
Eles fermentam e evaporam, escapando do meu coração
na forma de doces hálitos chamados suspiros.

PS: Se faltarem-lhes sonhos ou supiros corram até a padaria mais próxima!)

quarta-feira, outubro 04, 2006

Cada ser neste universo nos ensina algo



Hoje eu estava conversando com os meus botões sobre a incrível e misteriosa Teia da Vida, que une a todos e sempre sorri para o acaso. Fato é que cada ser deste universo, seja uma pessoa ou um bichinho (ou mesmo uma pedra), sempre trás uma mensagem, seja simples ou extraordinária, escrita pela caligrafia do Universo.

Quando falamos de pessoas então é que isso não se pode negar. Existem pessoas que estão sempre indo e voltando e a cada encontro aprendemos algo novo com a situação. Algumas estão sempre presentes, nos dizendo a mesma mensagem da forma que lhe é acessível, até que um dia rompa nossos bloqueios de preconceitos e/ou soberba. Há outras que passam pela vida da gente como um furacão: deixa tudo de perna pro ar e um intenso aprendizado para ruminar. Mas na maioria dos casos compete a nós aguçarmos olhos e ouvidos, para perceber a mensagem com o mínimo de ruídos. "Quem tem ouvidos que ouça", já dizia o comunista do século I.

Mas há pessoas, ah sim, que passam pela vida da gente com a sublime missão de apenas nos deixar um pum. E daí então talvez nunca mais a vejamos.

Foi assim naquele elevador hoje à tarde; com aquela moça bonita que lia tão concentradamente seu periódico que chegou até me deixar na dúvida se por acaso não teria sido eu quem afrouxou algo sem perceber, ou que ali no elevador, além de nós dois, havia algum ser étereo do "andar de baixo". Ela saiu como se nada havia acontecido... Até agora me pergunto se não desperdicei uma chance de interagir em tão significativo encontro, talvez puxando assunto dizendo-lhe algo como "Ã-hã, sua pele é bonita assim por que sua dieta é a base de ovo e repolho, não?"

terça-feira, outubro 03, 2006

O Senhor dos Anéis no cenário político brasileiro


Meu amigo hobbit Cristovam Buarque

Eu disse ontem por aqui que acredito na democracia brasileira e em duendes também. Refletindo mais sobre isso pude perceber que esta minha crença fundamentada que me levou a votar no Cristovam Buarque. Vocês já reparam como ele parece um simpático hobbit? Adoro ele.
Creio que a melhor democracia será aquela feita por um governo de duendes... Mas quem são os duendes?

Duendes são seres em extinção. São honestos, transparentes (tanto que são poucos os que os vêem) e francos. Como têm poderes mágicos e a natureza abundante em sua volta, não vêem necessidade em utilizarem-se da Res publica para beneficio próprio, uma vez que as leis da Natureza são implacáveis para com aqueles que as negligenciam. São seres protetores por natureza.

Sendo assim, penso que o melhor caminho para uma mudança profunda (e não paliativa combatendo-se sintomas como criminalidade ou corrupção) se dará através da Educação. E os duendes já fazem isso por milhões de anos, muito antes de uma civilização abrupta, arrogante e neoliberal (inspirada nos ogros caolhos do Norte) pensasse em existir, ou da expansão da civilização dos anões-vermelhos-barbudos-briguentos se expandirem. Aliás foi nesta última raça que a esperança de tantos súditos do Condado foi depositada, mas o líder deles não pôde tornar-se Senhor dos Anéis porque faltara-lhe dedo.

Votemos mais em duendes.
Pensem nisso, queridos leitores.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Eleições 2006


Eu e a Carlinha fomos exercer nossa cidadania, afinal nós acreditamos
na democracia brasileira, e em duendes também...